Como funciona o Minha Casa Minha Vida
O programa do governo federal que financia a casa própria com juros menores que os do mercado e, dependendo da renda, com subsídio que não precisa ser devolvido. Entenda as faixas, quem pode entrar e o que fazer para começar.
Em qual faixa você se encaixa
A faixa é definida pela renda bruta somada de todo mundo que vai entrar no financiamento, e é ela que determina o juro, o teto de valor do imóvel e se há subsídio.
Faixa 1
Até R$ 3.200
de renda bruta familiar
Valor do imóvel
R$ 210 mil a R$ 275 mil
Juros
4,00% a 5,25% ao ano
Subsídio maior do programa, pode cobrir boa parte da entrada
Faixa 2
R$ 3.200,01 a R$ 5.000
de renda bruta familiar
Valor do imóvel
R$ 210 mil a R$ 275 mil
Juros
4,75% a 7,00% ao ano
Tem subsídio, calculado pela renda e pela cidade
Faixa 3
R$ 5.000,01 a R$ 9.600
de renda bruta familiar
Valor do imóvel
Até R$ 400 mil
Juros
7,66% a 8,16% ao ano
Sem subsídio, mas com juros bem abaixo do mercado
Faixa 4
R$ 9.600,01 a R$ 13.000
de renda bruta familiar
Valor do imóvel
Até R$ 600 mil
Juros
cerca de 10,00% a 10,50% ao ano
Sem subsídio. Criada para a classe média que ficava de fora
O teto de valor do imóvel nas Faixas 1 e 2 varia conforme a cidade e o porte da região. Em Palhoça, São José e na Grande Florianópolis vale consultar o limite atualizado na simulação, porque a diferença entre uma cidade e outra muda o imóvel que cabe no seu caso.
Os requisitos, sem letra miúda
Valem para todas as faixas. Se algum deles não fecha hoje, ainda assim vale conversar: em muitos casos é questão de organizar a documentação antes de dar entrada.
Ser brasileiro ou ter visto permanente, e ser maior de 18 anos
Não ter imóvel residencial no seu nome, em nenhuma cidade do país
Não ter financiamento habitacional ativo em nenhum banco
Ter o CPF regularizado e nome sem restrição em análise de crédito
Não ter sido beneficiado por outro programa habitacional antes
O que o programa não cobre
Imóvel comercial
Sala, loja e galpão ficam de fora. O financiamento é para moradia.
Segundo imóvel
O programa é para quem não tem casa própria, não para investimento.
Imóvel acima do teto
Passou do limite da sua faixa, sai do programa e vai para financiamento comum.
Do primeiro cálculo até a chave na mão
Na prática são quatro etapas. A mais importante é a terceira: com a aprovação do banco em mãos você já sabe exatamente quanto pode buscar, e para de perder tempo com imóvel fora do alcance.
Descubra a sua faixa
Some a renda bruta de todos que vão entrar no financiamento. É a renda bruta, antes dos descontos, que define a faixa e o teto de valor do imóvel.
Junte os documentos
Documento com foto, CPF, comprovante de renda dos últimos três meses, comprovante de residência e certidão de estado civil. Quem é autônomo apresenta extrato bancário e declaração de imposto de renda.
Simule e peça a aprovação
O banco analisa a renda e devolve o valor aprovado, que é o teto real da sua busca. A parcela costuma caber em até 30% da renda familiar.
Escolha o imóvel e assine
Com a carta de aprovação na mão, o imóvel passa por avaliação e análise jurídica. Assinado o contrato e registrada a escritura, a chave é sua.
O FGTS pode virar a sua entrada
Quem tem três anos de carteira assinada, somando todos os empregos, costuma poder usar o saldo do FGTS na entrada, para abater parcelas ou para reduzir o valor financiado. Para muita gente é o que transforma o financiamento em algo possível, e é o primeiro número que a gente levanta na simulação.
Simular com o meu FGTSVamos descobrir o que cabe no seu bolso
Um corretor da 12D levanta a sua faixa, calcula a parcela com o seu FGTS e já separa os imóveis da região que se encaixam. Sem compromisso.
Valores e condições vigentes em agosto de 2026, conforme as regras do programa atualizadas pela Portaria MCID nº 333/2026. As taxas e o subsídio variam conforme renda, localidade e análise do banco, e podem mudar sem aviso. Esta página é informativa: a condição final é sempre a da simulação oficial na instituição financeira.